Quarto
Constança de Noronha
Quarto 04

A primeira Duquesa de Bragança. Nascida de sangue nobre — filha de Afonso, Conde de Gijón, e de Isabel de Portugal. Dotada de rara beleza e virtuosismo, dedicou a vida às causas humanitárias e religiosas. Este quarto honra a sua serenidade e nobreza de espírito.

  • WC privativa com duche
  • Secador de cabelo
  • TV LCD cabo e internet cabo e wi-fi
  • Isolamento acústico
  • Roupeiro
  • Varanda para a rua
Capacidade: 2 adultos
Imagem ampliada
A Figura Histórica
Duquesa Constança
de Noronha
"Dotada de rara beleza e virtuosismo, dedicou-se desde cedo a causas humanitárias e religiosas, vestindo o hábito de São Francisco e prestando auxílio aos pobres e doentes de toda a região de Guimarães." — Crónicas da época

D. Constança de Noronha nasceu em Coimbra em 1395, filha de Afonso, Conde de Gijón e Noronha, e de Isabel de Portugal, senhora de Viseu. Os pais de D. Constança de Noronha eram filhos naturais de reis, portanto possuíam ascendente nobre, embora espúrio.

D. Constança de Noronha contraiu matrimónio em 1420 com o Conde D. Afonso de Bragança, em segundas núpcias por parte dele. D. Afonso era filho ilegítimo do Rei D. João I de Portugal, contudo foi reconhecido posteriormente. O Rei D. João I tratou directamente o consórcio entre os dois e assinou o Contrato de Casamento com um dote no valor de treze mil dobras, das quais lhe foram entregues quatro mil no momento.

O Conde possuía, além disso, os títulos nobiliárquicos de 2.º Conde de Neiva, 7.º Conde de Barcelos e Primeiro Duque de Bragança. D. Constança de Noronha foi assim a 1.ª Duquesa de Bragança. Após contraírem matrimónio, viriam a habitar o Paço dos Duques dezoito anos mais tarde.

Adoptou como filho e único herdeiro o seu sobrinho D. Pedro de Meneses, 3.º Conde, Primeiro Marquês de Vila Real e 7.º Conde de Ourém, que casou com D. Beatriz de Bragança.

Sem filhos e dotada de rara beleza e virtuosidade, desde cedo se dedicou à causa humanitária e religiosa, envergando o hábito de S. Francisco e dando apoio aos pobres e doentes de toda a região vimaranense. Após a morte de D. Afonso, em 1461, a primeira Duquesa de Bragança reforçou o seu empenho assistencial e religioso, alternando entre o recolhimento espiritual e a ajuda aos enfermos que regularmente acolhia na sua residência.

Encontra-se sepultada na Igreja de S. Francisco, em Guimarães.